quinta-feira, 28 de abril de 2011

“Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus
discípulos:
“Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"
-"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.
-"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu
lado?", questionou novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos
ouça", retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
"Então, não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o
pensador.
Então, ele esclareceu:
"Vocês sabem porque se grita com
uma pessoa quando se está
aborrecido?"
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus
corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem
escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que
gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão
enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E, por quê?
Porque seus corações estão muito perto. A distância entre
elas é pequena.
Às vezes, estão tão próximos seus corações, que nem falam,
somente sussurram.
E, quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar,
apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão
próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se
afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia
em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de
volta".

terça-feira, 26 de abril de 2011

Você já ouviu falar de um amor que sobrevive à base de cobranças?

 Queridos amigos: o texto que segue não é de minha autoria, é de Jubis (encontrei há anos na internet! Falha minha, nao peguei o link do site de acesso...). Bom texto. Serve para reflexão...



"Você já ouviu falar de um amor que sobrevive à base de cobranças?
Quando se tem que cobrar demonstrações de afeto, não se está mais falando de amor.
O amor dar e recebe espontaneamente.
Quando se cobra alguma coisa do outro a obrigatoriedade entra pela porta da frente e vai mansamente expulsando o amor.
Cobrar afeto é ruim para quem se obriga a dar e para quem pede - torna-se algo mecânico, aprisiona o outro da necessidade de satisfazer as expectativas do outro sem que seja pelo prazer de dar a quem se ama.
Sim, quando se ama o prazer do outro se torna seu prazer. A alegria do outro se torna sua alegria. Quem ama escolhe sempre o melhor para o objeto amado, seja ficar ou ir.

Amor, Eros, Philia, Ágape não podem ser confundidos pelo amor caritas.
O amor entre um casal não pode ser por caridade nem por egoísmo, mas pelo desejo de estar juntos, compartilhar sonhos, desejos, dores, alegrias.

O amor nasce espontaneamente através de uma admiração, transformado de uma paixão, vem sem sabermos de onde, nem quando.
Ele simplesmente vem!

O amor é difícil de encontrar, mas quando se encontra, haaaaaaa, não existem cobranças!"
(Jubis)

sábado, 2 de abril de 2011

Vou-me Embora pra Pasárgada
(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca da Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive
 
E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas


Para a gente namorar


Assim eu imagino Pasárgada...
E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90